Nós que trabalhamos na área da gestão de recursos humanos e, especialmente, que durante vários anos realizámos diversos processos de recrutamento, tivemos já a oportunidade de ver centenas de currículos.
Neste artigo não damos uma fórmula mágica para fazer o CV perfeito, mas sim alguns conselhos que mesmo pareçam evidentes, repetem-se ao longo dos anos na nossa profissão, sempre que vemos CV’s.

Seguem-se algumas sugestões:

1. Existe uma tendência generalizada de colocar na parte superior da primeira página o título “Curriculum Vitae”. Curiosamente este aspecto aparece repetidamente em vários CV’s e sempre em letras enormes. É um aspecto que não faz falta. Quem recebe o seu CV sabe do que se trata.

2. O tema dos idiomas é sempre um tema clássico. Os candidatos insistem em colocar um nível de idioma que não corresponde à realidade. Atenção! Muitas vezes antes da entrevista pessoal é feita uma entrevista telefónica para averiguar alguns dados. A sua hipótese de ser chamado para a entrevista pode acabar logo aqui e mais do que isso, pode comprometer a sua credibilidade daí em diante.

3. Se optar por colocar foto no CV esta deve ser o mais profissional possível. No entanto, há quem insista em colocar fotografias na praia ou em festas. Algo que está errado! Fica outra sugestão: se o fizerem tenham em atenção à ferramenta de “Crop”. Acontece com frequência ser possível expandir a imagem que foi recortada e encontrar segredos que estava a ocultar.

4. Já devem ter lido e ouvido isto centenas de vezes: “o CV não deve ter mais de duas páginas”. Mesmo assim continuamos a receber autênticos livros de 10 ou mais páginas.

5. O que gostam de fazer nos vossos tempos livres, ajuda a conhecer um pouco mais do vosso perfil pessoal. De qualquer das formas, determinados gostos não acrescentam valor ao vosso CV, como por exemplo: “adoro gatos”, “gosto de ir às compras”…

6. Quando descreverem a vossa experiência, datem corretamente cada etapa do vosso percurso profissional (mês/ano de inicio e mês/ano do fim); Por outro lado, não se limitem a colocar o nome da vossa função. Descrevam, sinteticamente, as principais tarefas/responsabilidades, sobretudo se com esse exercício conseguirem “customizar” ainda mais o vosso CV aos requisitos solicitados numa eventual oportunidade em aberto. Considerem o vosso CV como uma ferramenta comercial que tem de estar orientada para as necessidades do cliente (neste caso, da empresa que quer contratar)

Finalmente, e apesar deste artigo tratar do que não deve fazer quando escreve o seu CV, quero finalizar com um conselho: não se esqueçam de colocar o vosso número de telefone e email. Não há forma de conseguir ser considerado para um processo de recrutamento se envia o seu CV sem contactos.