Não é necessário um estudo exaustivo para perceber que a maioria das empresas peca no processo de feedback aos seus candidatos ao longo do processo de recrutamento e selecção. Na verdade esta é uma queixa comum e infelizmente recorrente.

O candidato merece respeito pelo interesse e tempo despendido ao longo do mesmo, e também é a imagem da empresa que sai beneficiada. Mas sobre isto já muito foi escrito e abordado e as razões pelas quais acontece são sobejamente conhecidas e identificadas….a roda está inventada!

O que me levou a escrever sobre o tema do feedback é o outro lado, neste caso o do candidato:

Como gerir a “frustração” face ao feedback não positivo no processo de recrutamento?

Todos sabemos que o actual mercado de trabalho não consegue absorver a quantidade de profissionais que dele fazem parte. E se me focar no recrutamento e selecção que é desenvolvido por empresas especializadas, ainda mais criterioso se torna. Na maioria dos casos uma empresa apenas recorre a um parceiro quando esgotou todas as possibilidades internas para obter determinado profissional. Os projectos para o recrutador externo são cada vez mais complexos e específicos o que faz com que nem todos os candidatos aparentemente elegíveis reúnam todas as condições que à partida eram necessárias para o projecto.

Factores como a formação académica, idade, género (empresas têm quotas de equilíbrio para cumprir), especificidade técnica da função, disponibilidade para o projecto, expectativas de remuneração, inadequabilidade face à cultura da empresa, entre outros, são factores que nem sempre o candidato entende sobretudo porque se vê afastado de um processo de R&S.

E então e agora, o que fazer?

  1. Peça Feedback: Procure as razões junto do recrutador, que levaram ao não avanço no processo, numa perspectiva de desenvolvimento e melhoria para o futuro (email, telefone, etc.). No final da entrevista, procure um feedback construtivo sobre a mesma e a sua adequabilidade ou não para o projecto. É uma boa forma de gerir a sua expectativa e controlar tempos de decisão;
  2. Promova o networking: Mantenha uma relação cordial com o recrutador. As razões da não selecção são objectivas e não pessoais. Não avançou neste processo mas pode sempre vir a ser chamado para outros projectos;
  3. Adopte uma boa atitude: Saiba gerir o desapontamento e mantenha uma atitude positiva e de confiança nas suas capacidades. Uma atitude menos adequada em nada beneficia a sua imagem para o futuro;
  4. Reflicta: Reaja ao não, de cabeça limpa, procurando fazer uma auto-análise do que possa ter corrido menos bem ao longo do processo;
  5. Trabalhe a sua marca pessoal: Procure alguém que a possa ajudar a tornar o seu CV mais apelativo e diferenciador.