Já muito foi falado acerca da fase de Entrevista num processo de recrutamento e selecção, por isso considerámos importante explicar também a presença da fase de Provas Psicométricas (e não psicotécnicas!), que é cada vez é mais comum nestes processos.

Em contexto de entrevista são avaliadas as competências e requisitos técnicos dos candidatos de forma objectiva e sistemática. Quando bem aplicada, esta pode ser uma técnica bastante fiável quanto à predição do desempenho futuro do profissional na função à qual está a concorrer.

De um modo geral, o entrevistador procura responder a três questões essenciais:

  1. O candidato consegue executar a função?
  2. O candidato está motivado para a função?
  3. Como desempenhará a função comparado com os outros candidatos à função?

Para ajudar a responder a estas questões, a aplicação de provas psicométricas pode ser bastante útil e aumentar a confiança do recrutador aquando da tomada de decisão. Estas provas são exercícios propostos aos candidatos que medem e avaliam diferentes aptidões relevantes para o desempenho da função a que se candidatam (e.g. raciocínio verbal, raciocínio numérico, raciocínio lógico) e são um complemento do processo selecção que sim, podem ser eliminatórias, uma vez que permitem identificar aspectos importantes que os dados curriculares não reflectem ou que não são passíveis de ser detectadas apenas em entrevista.

Assim, caso seja convidado durante um processo de recrutamento a realizar este tipo de provas, mostre disponibilidade para com o recrutador para participar nesta etapa e poderá seguir algumas dicas que deixamos abaixo:

  1. Seja o contexto de testes presencial ou online (este último cada vez mais utilizado), mantenha a calma e oiça/leia atentamente as instruções dadas e certifique-se que as entendeu correctamente;
  2. Se estiver a realizar os testes online garanta que está num local propício à realização de tarefas que impliquem concentração e atenção e assegure-se que não será interrompido (e.g., desligue o telemóvel, vá para um local calmo) pois isto poderá afectar negativamente a sua performance uma vez que todos os testes têm um tempo limitado. Por isso nem vale a pena perder tempo a pesquisar as respostas na internet ou a ter várias pessoas a darem-lhe dicas…
  3. Na maioria dos testes, é normal não ter tempo para completar todas as questões propostas. Não entre em pânico e opte por responder com precisão, pois muitas vezes o erro é penalizado;
  4. Caso o teste seja online, poderá sempre experimentar se o fornecedor do teste tem versões no seu site que lhe permitam fazer uma prova . Esta é uma realidade cada vez mais comum que lhe permite experimentar antes de fazer…
  5. Se tiver de responder a algum questionário de personalidade, não invente! Seja natural e autêntico e evite entrar no esquema da “desejabilidade social”.

Como referido anteriormente, são apenas dicas. Não há uma fórmula mágica para garantir que terá sucesso na realização das provas, assim como poderá não ser o candidato seleccionado para a função apesar de ter tido bons resultados. Assim, importa perceber que os resultados variam em funções de inúmeros factores e não deverão ser interpretados pelo candidato como tendo ou não “jeito” para os executar nem devem ser encarados pelo recrutador como único elemento decisivo, mas sim como uma técnica complementar, principalmente em perfis de maior senioridade e experiência profissional.